O conto é uma obra de ficção, um texto ficcional. Cria um universo de seres e acontecimentos de ficção, de fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo.
Classicamente, diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. Mais curto que a novela ou o romance, o conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax (ponto de alta tensão do drama). Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece no conto. O conto é conciso, ou seja, exprime muitas coisas com poucas palavras.
Por outro lado, o conto é um gênero literário que apresenta uma grande flexibilidade, podendo se aproximar da poesia e da crônica. Os historiadores afirmam que os ancestrais do conto são o mito, a lenda, a parábola, o conto de fadas e até mesmo a anedota (piada).A figura do contista encontra-se perdida na atualidade, em face da valorização do romance em oposição à prosa curta e à poesia enquanto gêneros literários. Um dos poucos redutos em que sobrevive e, mais do que isso, impera, é a ficção científica, suportado pelas importantes contribuições de contistas modernos.
Contistas famosos da língua portuguesa:
Machado de Assis e Aluísio Azevedo destacam-se no panorama brasileiro do conto, abrindo espaço para contistas como: Clarice Lispector, Ruth Rocha, Lima Barreto, Otto Lara Resende e Lygia Fagundes Telles.
Por: Maria Luíza Alves de Medeiros
PS: Não pude postar no sábado, pois estava sem internet.




