quinta-feira, 31 de março de 2011

Sugestão de Livro: Os Lusíadas

            Hoje falarei sobre um clássico da literatura estrangeira como foi pedido. Os Lusíadas é de Luís Vaz de Camões, que foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente. Esta obra é considerada a epopeia portuguesa por excelência. Provavelmente concluída em 1556, foi publicada pela primeira vez em 1572 no período literário do classicismo, três anos após o regresso do autor do Oriente.

          Na obra, a ação central é a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, à volta da qual se vão descrevendo outros episódios da história de Portugal, glorificando o povo português. Lusíadas significa 'Lusitanos', ou seja, são os próprios lusos, portugueses, em sua alma como em sua ação. Além da história de Portugal, o livro busca um pouco da relação na história da mitologia grega e da de Portugal, mostrando a luta entre Vênus [protetora dos portugueses] e Baco [adversário desses navegantes]. 


Postado por: Tábata Silva Ramos

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Rato que tinha medo


Um  rato tinha medo de Gato. Nisso não era tão diferente dos outros ratos. Pavor, ânsia, vida incerta. Mas, igual a todos os outros de sua espécie, o nosso Rato teve, no entanto, um fato diferente em sua vida - encontrou-se com um mágico(1). Conversa vai, conversa vem, ele explicou ao Mágico a sua sina e o seu pavor. O Mágico então transformou-o exatamente naquilo que ele mais temia e achava mais poderoso sobre a terra - um Gato. O Rato, daí em diante, passou a perseguir os outros ratos mas adquiriu um medo horrível de cães. E nisso também era diferente de todos os outros gatos. A única diferença foi que tornou a se encontrar com o Mágico. Folou-lhe então do seu novo medo e foi transformado outra vez na coisa que mais temia, Cão. Cão, pôs-se logo a perseguir os gatos. Mas passou a temer animais maiores, como Leão, Tigre, Onça, Boi, Cavalo, tudo. O Mágico surgiu mais uma vez e resolveu transformá-lo, então, num Leão, o mais poderoso dos anumais(2). Mas o nosso ratinho, guindado assim à letra O da classe animal, passou porém a recear quando ouvia passo de caçador. Então o Mágico chegou, transformou-o de novo num Rato e disse, alto e bom som:

Moral: "Meu filho, quem tem coração de Rato não adianta ser Leão".
                                  
(1) Ainda há alguma magia
(2) Será?

Coleção para gostar de Ler: Circo de Palavras, Millôr Fernandes.

Postado por: Natália Ferreira de Oliveira

terça-feira, 29 de março de 2011

O Nascimento de Vênus


               A véspera do nascimento de Vênus¹ fora um dia violento. O firmamento, tingindo-se subitamente de um vermelho vítreo, enchera de espanto toda a Criação.
               Saturno² munido de sua foice, enfrentara o próprio pai, o Céu, num embate cruel pelo poder do Universo. Com um golpe certeiro, o jovem deus arrancara fora a genitália do pai, tornando-se o novo soberano do mundo. Um urro colossal varrera os céus, como o estrondo tremendo de um infinito trovão, quando o Céu fora atingido.
               O fecundo órgão do deus deposto, caindo do alto, mergulhara nas águas profundas, próximo à ilha de Chipre. Assim, o Céu, depois de haver fecundado incessantemente a Terra - dando origem à estirpe dos deuses olímpicos -, fecundava agora, ainda que de maneira excêntrica e inesperada, o próprio Mar.
               Durante toda a noite o mar revolveu-se violentamente. A espuma do mar³, unida ao sangue do deus caído, subia ao alto em grandes ondas, como se lançasse ao vento os seus leves e espumosos véus. Mas quando a Noite recolheu finalmente o seu grande manto estrelado, dando lugar à Aurora, que já tingia o firmamento com seus dedos cor-de-rosa, percebeu-se que as águas daquele mar pareciam agora outras, completamente diferentes.
               O borbulhar imenso das ondas anunciava que algo estava prestes a surgir.
               Das margens da ilha de Chipre, algumas ninfas, reunidas, apontavam, temerosas, para um trecho agitado do mar:
               - O mar está prestes a parir algo! - disse uma delas.
               - Será algum monstro pavoroso? - disse outra, temerosa.
               Mas nem bem o sol lançara sobre a pátina azulada do mar os seus primeiros raios, viu-se a espuma, que parecia subir das profundezas, cessar de borbulhar. Um grande silêncio pairou sobre tudo.
               - Sintam este perfume delicioso! - disse uma das ninfas.
               As outras, erguendo-se nas pontas dos pés, aspiravam a brisa fresca e olorosa que vinha do alto-mar. Nunca as flores daquela ilha haviam produzido um aroma tão penetrante e, ao mesmo tempo, tão discreto; tão doce e, ao mesmo tempo tão provocantemente acre; tão natural e, ao mesmo tempo. tão sofisticado.
               De repente, do espelho sereno das águas - nunca, até então, o mar tivera aquela lisura perfeita de um grande lado adormecido - começou a elevar-se o corpo de alguém.
               - Vejam, é a cabeça de uma mulher! - gritou uma das ninfas.
               Sim, era uma bela cabeça - a mais bela feminina cabeça que a natureza pudera criar desde que o mundo abandonara a noite trevosa do Caos. Um rosto perfeito: os traços eram arredondados onde a beleza exigia que se arredondassem, aquilinos onde a audácia pedia que se afilassem e simétricos onde a harmonia exigia que se espalhassem.
               O restante do corpo foi surgindo aos poucos: os ombros lisos e simétricos, os seios perfeitos e idênticos - tão iguais que nem o mais consumado artista saberia dizer qual era o modelo e qual a sua réplica perfeita. Sua cintura, com duas curvas perfeitas e fechadas, parecia talhada para realçar o umbigo perfeito, o qual acomodava delicadamente, como um encantador pingente, uma minúscula e faiscante pérola. E, logo abaixo, um véu triangular - loiro e aveludado véu -, tecido com os mais delicados e dourados fios, agitava-se delicadamente, esbatido pela brisa da manhã. Nenhum humano podia saber ainda o que ele ocultava - seu segredo mais cobiçado, que somente a poucos seria revelado. [...]
               [...] - É Vênus, sim, a mais bela das deusas! - disse o coro unânime das vozes.
_______________
¹Vênus - Afrodite dos gregos
²Saturno - Cronos dos gregos
³ ... a espuma do mar - referente ao esperma dos testículos de Saturno

Fonte: As 100 melhores histórias da Mitologia, de A. S. Franchini / Carmen Seganfredo

Postado por: Filipe Burity Dias

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sugestão de livros : A Ilha Misteriosa

Já que no ultimo post falaram sobre a literatura estrangeira eu irei falar de um dos meus livros favoritos e não são muitos,então vamos lá :


O livro conta a historia de um grupo bem díspar em tudo,que reúne-se para fugir de uma guerra, onde se encontram encurralados, sem hipótese de saída. De repente surge um balão no meio do pátio que aguarda melhor tempo para navegar. A tempestade é poderosa, mas estes homens não são fracos por natureza e valendo-se cada um do seu melhor vão enfrentar a intempérie.

Desde a viagem alucinante, onde têm que se despojar de tudo o que o mundo dito civilizado oferece até à descoberta de uma ilha desconhecida, neste épico de Júlio Verne descobrirá a verdadeira essência do Homem perante as adversidades, a coragem e determinação, a sua capacidade de engenho, a resistência, persistência, a gratidão quer perante cada um dos elementos da equipa, quer perante o Criador, a união e até o carinho entre companheiros.

Neste livro, por vezes absolutamente comovente, com situações absolutamente inesperadas e por vezes algo insólitas, Júlio Verne vem mais uma vez demonstrar a sua capacidade visionária neste fantástico livro.


Matheus Córdula

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sugestão de Livro: 1808






            1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil é um livro de história do Brasil escrito por Laurentino Gomes e publicado em 2006, que conta sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil neste ano.
             No livro, Laurentino Gomes contextualiza a vinda da família real às condições políticas, econômicas e sociais da época em Portugal, França, na Inglaterra e no Brasil. Até o final de 2008, o livro já tinha vendido mais de 350 mil exemplares no Brasil e 50 mil em Portugal.
Em 2008, 1808 recebeu o prêmio de melhor Livro de Ensaio da Academia Brasileira de Letras e o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria de livro-reportagem e de livro do ano de não-ficção.
           Têm, ainda, a sua continuação: 1822. Um livro que desvenda os acontecimentos históricos com uma metodologia sem falhas e que se lê com um sorriso nos lábios.

"Foi como um simples tropeiro, às voltas com as dificuldades naturais do corpo e de seu tempo, que D. Pedro proclamou a Independên­cia."
           O livro 1822 pretende mostrar que país era este que a corte de D. João deixava para trás ao retornar a Lisboa, em 1821. Vai falar do Grito do Ipiranga, das enormes dificuldades do Primeiro Reinado, da abdicação de D. Pedro, em 1831, sua volta a Portugal para enfrentar o irmão, D. Miguel, que havia usurpado o trono, e a morte em 1834.


Literatura Infantil

          A literatura infantil começou no século XVIII. Nessa época a criança começava, efetivamente, a ser vista como criança. Antes, ela participava da vida social adulta, inclusive usufruindo da sua literatura.
As crianças da nobreza liam os grandes clássicos e as mais pobres liam lendas e contos folclóricos (literatura de cordel), muito populares na época.
         Como tudo evolui, esse tipo de literatura também evoluiu para atingir ao público infantil: os clássicos sofreram adaptações e os contos folclóricos serviram de inspiração para os contos de fadas.

PRINCIPAIS AUTORES E OBRAS
* Perrault: “Chapeuzinho Vermelho”, “A Bela Adormecida”, “O Barba Azul”, “O Gato de Botas”, “Pequeno Polegar”, etc.
*Irmãos Grimm: “A gata borralheira” (que de tão famosa recebeu mais de 300 versões pelo mundo afora), “Branca de Neve”, “Os Músicos de Bremen”, “João e Maria”, etc.
*Andersen: “O Patinho Feio”
*Charles Dickens: “Oliver Twist”, “David Copperfield”
*La Fontaine: “O Lobo e o Cordeiro”
*Esopo: “A lebre e a tartaruga”, “O lobo e a cegonha”, “O leão apaixonado”

          No Brasil a literatura infantil deu os primeiros passos com as obras de Carlos Jansen (“Contos seletos das mil e uma noites”), Figueiredo Pimentel (“Contos da Carochinha”), Coelho Neto, Olavo Bilac e Tales de Andrade.
Porém, o mais importante escritor infantil foi Monteiro Lobato. É com ele que se inicia, de fato, a literatura infantil no Brasil.

MONTEIRO LOBATO
          José Bento Monteiro Lobato nasceu em 1882 em São Paulo. Sua obra consiste em contos, ensaios, romances e livros infantis. Além de escritor, Monteiro Lobato foi tradutor. É considerado, juntamente com outros escritores brasileiros, um dos maiores e mais importantes nomes da nossa literatura.
- Principais Obras
“Urupês”
“Cidades Mortas”
“Idéias do Jeca Tatu”
“Negrinha”
“Reinações de Narizinho” (livro que reúne várias histórias infantis)
“Sítio do Pica-pau Amarelo”
“O Minotauro”

CARACTERÍSTICAS
          É possível listar algumas características que marcam este universo:


- Narrativa movimentada, cheia de imprevistos

- Discurso direto
- Livros com muitas ilustrações
- Finais felizes na maioria das vezes

          Desde a década de 70, a literatura destinada ao público pré-adolescente (11 – 12 anos até a adolescência) vem sendo chamada de “Literatura Realista para Crianças”.
          Como o próprio nome já diz, esse tipo de literatura tem como objetivo levar a realidade da vida para as crianças abordando temas até então considerados impróprios (morte, divórcio, sexo e problemas sociais).
          Existe muita controvérsia a respeito desse tipo de literatura, alguns educadores alegam que esses livros são mais projetos educativos (muitos são feitos por encomenda) do que literatura.
          Claro que a conscientização da realidade pode ser feita de outra forma, já que o universo infantil é repleto de magia, facilitando a transmissão das mesmas idéias sem chocar tanto.
          O mais importante de tudo é que as crianças conheçam todos os tipos de literatura, pois esse conhecimento irá ajudá-la a escolher a leitura que mais lhe agrada.


Postado por: Débora Silva Ramos

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sugestão de Livro: Iracema - José de Alencar

O livro de José de Alencar decreve a lenda de Iracema, a virgem tabajara consagrada a Tupã, mais conhecida como virgem dos lábios de mel e de cabelos tão escuros como a asa da graúna, um pássaro da região, apaixona-se por Martim, guerreiro branco inimigo dos tabajaras. Por esse amor abandona sua tribo, tornando-se esposa do inimigo de seu povo. Quando mais tarde percebe que Martim sente saudades de sua terra e talvez de alguma mulher, começa a sofrer. Nasce-lhe o filho, Moacir, enquanto Martim está lutando em outras regiões. Ao voltar, ele encontra Iracema prestes a morrer. Parte, então com o filho para outras terras.
 
 

 
Postado Por: Natália Ferreira de Oliveira

terça-feira, 22 de março de 2011

Érico Veríssimo

                Um dos maiores nomes da moderna ficção brasileira, Erico Verissimo nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, em 1905. Filho de família tradicional, mas arruinada financeiramente, teve de exercer diversas atividades profissionais, desde ajudante de comércio e bancário até balconista de farmácia e desenhista de imprensa. Em 1930, tornou-se secretário do departamento editorial da Livraria do Globo, em Porto Alegre, para onde se transferiu definitivamente. Em 1932, Erico Verissimo iniciou sua carreira literária, lançando os Fantoches, uma coletânea de contos. Já no ano seguinte, surgiu seu romance de estréia, Clarissa. Desde então, passou a desenvolver intensa atividade literária. Entre suas obras mais conhecidas, além de Olhai os Lírios do Campo, que se tornou um dos seus livros mais populares, destacam-se: Música ao Longe (1934), Caminhos Cruzados (1935), Gato Preto em Campo de Neve (1941), O Tempo e o Vento (trilogia escrita entre 1949 e 1961), O Senhor Embaixador (1965), O Prisioneiro (1967), Incidente em Antares (1971), entre outros. Seus livros foram traduzidos e publicados em quase todo o mundo. Faleceu em 1975, quando escrevia o segundo volume de Solo de Clarineta, seu livro de memórias.
  
 
"A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos."
Érico Veríssimo

Postado por: Filipe Burity Dias
 

Sugestão de livro: Ana Terra/Um Certo Capitão Rodrigo/O Prisioneiro - Érico Veríssimo

               O cotidiano dos Terras é duro, penoso, arriscado. Tiram sustento da colheita. Calculam a passagem do tempo observando a natureza. Vivem sob o perigo de ataques de índios ou de renegados castelhanos, estes últimos recentemente expulsos do Continente de São Pedro. Ana Terra, única filha mulher, é impedida de comprar um espelho, 'coisa do diabo', objeto fútil nesse ambiente austero. Sem ter onde mirar-se, só pode contemplar sua figura na superfície do regato onde lava a roupa da família. É nesse regato que ela depara com Pedro Missioneiro, ferido à bala. Mestiço de índio nascido numa missão jesuítica, Pedro lutara ao lado dos estancieiros pela expulsão dos castelhanos. Após restabelecer a saúde, pouco a pouco vence a desconfiança dos Terras e a repulsa de Ana, para quem sua 'presença era tão desagradável como a de uma cobra'. Sem perceber, a moça enamora-se de Pedro, uma atração trágica e irresistível que muda a vida da família Terra para sempre. (Continuação: Um Certo Capitão Rodrigo)
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                Quando Rodrigo Cambará surge no povoado de Santa Fé, em outubro de 1828 - a cavalo, chapéu caído na nuca, cabeleira ao vento, violão a tiracolo -, parece chamar encrenca. Com a patente de capitão, obtida no combate com os castelhanos, é apreciador da cachaça, das cartas e das mulheres. Homem de espírito livre, não combina com os habitantes pacatos do local, mantidos no cabresto pelo despótico coronel Ricardo Amaral Neto. Mas depois de conhecer Bibiana Terra, nada convence Rodrigo a arredar o pé da aldeia. Nem a aspereza de Pedro, pai de Bibiana, nem a zanga do coronel, que não vê com bons olhos os modos do capitão. Nem mesmo o fato de a moça ser cortejada por Bento Amaral, filho de Ricardo. Voluntariosa, Bibiana desconfia das intenções do forasteiro. Rodrigo, porém, está apaixonado, e quer casar-se. Como ele mesmo diz, não tem medidas, 'é oito ou oitenta'. Para o capitão Cambará, é matar ou morrer, num descomedimento que sugere o descortinar de uma crise anunciada.
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                Envolvido numa guerra fratricida em terra estrangeira, um tenente prestes a voltar a seu país presencia uma cena dramática - uma bomba destrói o bordel onde ele estava poucos momentos antes e mata a moça por quem se apaixonara. Um dos terroristas, capturado logo depois pelas forças aliadas, é um jovem de apenas dezenove anos cujas feições o remetem à amante morta. O coronel encarrega o oficial de interrogar o prisioneiro e descobrir o paradeiro de uma segunda bomba. Não há tempo a perder. O tenente tem duas horas para obter a verdade. 

Postado por: Filipe Burity Dias

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sugestão de Livro: Assassinato na Academia Brasileira de Letras

             Como mostrei um pouco sobre o escritor Jô Soares, vou apresentar uma obra dele que li recentemente e eu amei,uma aventura muito excitante. 
             Sinopse: Valendo-se da graça e irreverência de um dos mais famosos entrevistadores da televisão brasileira, Assassinatos na Academia Brasileira de Letras de Jô Soares, reúne ficção e fatos reais numa trama envolvente. O ano é 1924 e a cidade é o Rio de Janeiro. O cassino do Copacabana Palace foi inaugurado e o glamour e sofisticação já estavam presentes em Ipanema desde então. Era pelo centro da cidade maravilhosa que circulava a alta sociedade e os grandes intelectuais em atividade em nosso país. Mal sabem estes pensadores que um serial killer está à solta, exterminando somente um tipo de vítima: os membros da prestigiada Academia Brasileira de Letras. 
Mas quais os motivos que levam alguém a cometer um ato insano contra homens que se reúnem todas as tardes de quinta-feira para tomar chá com bolo? 
Os crimes que acontecem neste livro não se tratam, apesar de todos os imortais mortos, de um ajuste de contas com os cânones bem pensantes de bem escrever pátrio. O assassino não é um crítico ou um leitor mais exigente, mas alguém que age envolto ao mistério da trama. Os Imortais da Academia Brasileira de Letras morrem em cartões-postais do Rio. Sem sangue. Estrebucham aparentemente do nada. No bondinho do Corcovado, no altar da igreja da Candelária. A brincadeira proposta por Jô é fazer com que o leitor, no meio de várias pistas, descubra qual é a verdadeira e identifique o criminoso.
Jô espera que os imortais de hoje percebam que é um romance de humor, e que, se for pra morrer, que seja de rir. Assassinatos na Academia Brasileira de Letras com seus personagens caricatos e sua mescla de ficção com realidade na medida certa, para não alterar fatos históricos, prende o leitor até a última página.



Postado por: Tábata Silva Ramos

Jô Soares: Biografia

            Como ninguém ainda falou deste autor e eu me interessei muito nele por ter uma boa linguagem nos seus livros, passo-lhes uma pequena biografia dele.
           José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares, é um humoristaapresentador de televisãoescritorartista plásticodramaturgodiretor teatralmúsico e ator brasileiroFilho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona-de-casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inatas apontavam-no para outra direção.
          Ele nasceu em 16 de janeiro de 1938. Até à adolescência viveu nos Estados Unidos e na Europa. Voltou ao Brasil quando o seu pai perdu todo o dinheiro na Bolsa de Valores. Com a idade de 18 anos, José ingressou no Instituto Rio Branco, para seguir carreira diplomática. Sempre divertido, de humor rápido e inteligente, o jovem gostava de entreter seus colegas com casos e piadas. 


Fontes: http://pensador.uol.com.br/autor/Jo_Soares/biografia/


Postado por: Tábata Silva Ramos

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Auto da Compadecida


Auto da Compadecida é uma peça teatral em forma de auto, em três atos escrita e em 1955 pelo autor brasileiro Ariano Suassuna. Sua primeira encenação foi em 1956, em Recife, Pernambuco. Posteriormente houve nova encenação em 1972, com direção de João Cândido.
É um drama do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel,de gênero comédia apresenta traços do barroco católico brasileiro, mistura cultura popular e tradição religiosa. Apresenta na escrita traços de linguagem oral por demonstrar na fala do personagem sua classe social, apresenta também regionalismos pelo fato de a história se passar no nordeste e o autor ter nascido lá.
Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".

Foi apresentada em 1999 na Rede Globo de televisão como minissérie, O Auto da Compadecida (em que há um acréscimo do artigo "o" antes do nome original). Na adaptação feita para o cinema em 2000 também chamada O Auto da Compadecida, aparecem alguns personagens como o Cabo Setenta, Rosinha e Vicentão. Eles não fazem parte da peça original, e sim de A Incoveniência de Ter Coragem, também de Ariano Suassuna.


Postado por: Débora Silva Ramos

Em Breve: O Palhaço de Selton Mello

      Em seu segundo filme, Selton Mello vai dirigir e atuar. Ele interpreta o personagem principal de "O palhaço" ao lado do veterano Paulo José, que interpreta seu pai.
      Em coletiva no Polo de Cinema de Paulínia, onde ocorrem as filmagens, ele afirma que saiu da depressão com o novo trabalho. "A ideia de fazer o filme é pessoal, veio da crise que vivi. Estava em dúvida quanto a minha profissão."

      Selton pensou em outros atores para o personagem principal, o palhaço Pangaré, mas no final acabou aceitando o desafio de se dirigir. "Como ator, trabalho com o diretor mais rigoroso que conheço: eu mesmo."

      A história gira em torno da crise existencial vivida por Pangaré, que questiona o ofício de palhaço ensinado por seu pai, o Puro Sangue (Paulo José) e sonha em ter um CPF e um endereço fixo. O filme está previsto para ter estréia em maio de 2011.


Postado por: Débora Silva Ramos

Circo De Palavras

              O livro Circo de Palavras, próximo livro que será estudado, é a antologia de fábulas, crônicas, pensamentos e poemas que mostram a contribuição criativa e irreverente do autor para a cultura nacional.

             Os textos estão dispostos em quatro unidades, sendo elas: Velhas novas fábulas, Trapézio de letras, Tempos e Modos e Palavras sobre Palavras. O autor reúne em cada um, respectivamente, fábulas, brincadeiras com palavras, desafios da convivência humana e criações artística.


Fonte: Livro Circo de Palavras

P.S. Peço desculpa a todos por não ter postado na quarta, estava estudando, assim como a maioria, e não tive tempo.

Postado por: Natália Ferreira de Oliveira

segunda-feira, 14 de março de 2011

Júlio Verne


Considerado o pai da ficção científica moderna, Júlio Verne demonstrou interesse pela Literatura ainda muito jovem. Estudou Direito para agradar ao pai, mas jamais exerceu a profissão. Em 1850, sua peça Les Pailles Rompues foi encenada com sucesso pelo Teatro Histórico de Alexandre Dumas. Trabalhou como secretário do Teatro Lírico entre 1852 e 1854 e, depois, tornou-se corretor de bens públicos. Mas durante todo esse período continuou a escrever comédias, libretos e pequenas histórias. Em 1863, publicou a primeira história da série Viagens Extraordinárias: Cinco Semanas em um Balão. O imenso sucesso o encorajou a produzir outras histórias na mesma linha – romances de aventura, com descrições detalhadas de paisagens que, apesar de fantásticas, eram cuidadosa e cientificamente concebidas. As Viagens continuaram com Viagem ao Centro da Terra , Viagem ao Redor da Lua , Vinte Mil Léguas Submarinas e A Ilha Misteriosa , nos quais previa um grande número de descobertas científicas, incluindo o submarino, o aqualung, a televisão e as viagens espaciais. As obras de Júlio Verne tornaram-se populares em várias partes do mundo. Volta ao Mundo em 80 Dias, por exemplo, causou furor ao ser lançada em episódios no periódico Les Temps, em 1873. Em 1872, o escritor se mudou para a cidade de Amiens e, em 1892, foi condecorado com a Legião de Honra. As obras de Júlio Verne ainda deram origem a vários filmes de sucesso, entre eles Vinte Mil Léguas Submarinos , refilmado em 1954, A Ilha Misteriosa(Meu livro favorito) , Viagem ao Redor da Lua , Viagem ao Centro da Terra e Volta ao Mundo em 80 Dias(Tema do meu proximo post *-*).




Fontes : http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1147.html



Postado por: Matheus Córdula

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sugestão de Livro: Menino de Engenho

        Como foi visto um pouco da história do paraibano escritor José Lins do Rego, sugiro uma de suas famosas obras que completou 100 anos ano passado (2010), ganhando uma nova edição: Menino de Engenho.
       Sinopse:  Na obra "Menino do engenho" Carlos Melo narra, com um tom saudoso, a infância vivida no engenho Santa Rosa. Carlos, ou melhor, Carlinhos, ficou órfão de pai e mãe e foi viver no engenho Santa Rosa, que pertencia ao seu avô materno, o Coronel José Paulino. A infância de Carlinhos "dividida" entre o "bem e o mal", ou seja, na companhia de sua tia seu comportamento era mais terno, já quando convivia com seus primos era extrovertido e libertino dos primos.


- Livro para venda na Internet: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/2882001/menino-de-engenho-102-ed-2010/?ID=BB404B187DB030B0F0F1D0480
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22097732&sid=187647514121213460548389546&k5=20E91056&uid=


Fonte: http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/modernismo/brasil/2_fase/jose_lins_rego/sinopses.asp


Postado por: Tábata Silva Ramos

José Lins do Rego: Romancista

           Como esse ano, o 1º ano vai utilizar um livro do escritor José Lins do Rego, apresento uma pequena biografia do autor para alimentar o nosso conhecimento da literatura brasileira.
           José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 1901, no Estado da Paraíba, e morreu em 1957 na cidade do Rio de Janeiro. Viveu a maior parte de sua vida em Recife, cidade onde se formou em Direito. A partir de 1936, passou a viver na cidade do Rio de Janeiro.
           O dia a dia e os costumes tanto de Pernambuco quanto do Rio de Janeiro eram evidentes em suas obras literárias. Ele deu início ao conhecido Ciclo da Cana-de-Açúcar com a obra: Menino de Engenho. Além deste livro, este notável escritor escreveu outros livros, como: Doidinho, Banguê, O Moleque Ricardo, Fogo Morto e Usina. Este último possui narrativa descritiva do meio de vida nos engenhos e nas plantações de cana-de-açúcar do Nordeste.
          Em sua segunda fase, José Lins do Rego escreveu romances que tinham como tema a vida rural. Deste período, fazem parte as seguintes obras: Pureza, Pedra Bonita, Riacho Doce e Agua Mãe. No ano de 1943 publicou o livro Fogo Morto, considerado a sua obra-prima; posteriormente escreveu Euridice, Cangaceiros, alguns ensaios, crônicas e outras obras.
         Este notável escritor foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras e teve suas obras traduzidas para diferentes idiomas, entre eles, o russo. Antes de morrer, escreveu um livro de memórias chamado: Meus Verdes Anos.


Postado por: Tábata Silva Ramos

A importância da Literatura


             No Brasil, até o início dos anos de 1960, a leitura de textos literários era considerada uma obrigação natural por parte de professores e de alunos, não havendo quem questionasse o sentido do ato de ler. Há que se entender que, em nosso país,, o livro exercia desde o século XIX inúmeras funções, particularmente para os grupos sociais privilegiados:
A) era a mais perfeita forma de lazer;
B) era uma insubstituível fonte de conhecimento humano;
C) era o próprio espelho da nação, no qual a pequena elite letrada
se reconhecia;
D) era o modelo supremo de correção e elegância do idioma pátrio.
              A década de 60 trouxe uma importante universalização e democratização do ensino, permitindo que outras classes - que não apenas as privilegiadas - tivessem acesso ao saber. Estes novos atores sociais, no entanto, provinham de um mundo sem livros e com referências culturais muito pobres. E antes que a tradição de leitura se incorporasse às suas existências, foram atraídos pela poderosa indústria cultural que se implementava na mesma época. Esta indústria, centrada na tevê e no disco, conquistou, de imediato, consideráveis parcelas da população recém-alfabetizada. As necessidades de lazer, entretenimento e informação - que todo indivíduo escolarizado possui - foram preenchidas por estes meios audiovisuais. E a leitura perdeu a guerra pela audiência, convertendo-se numa espécie de atividade refinada de alguns poucos nostálgicos.


Postado por: Débora Silva Ramos

Poeta: Augusto dos Anjos


              Augusto dos Anjos foi um poeta paraibano. Muitos o chamam de simbolista ou parnasiano. Mas há críticos que dizem que ele é pré-modernista pois existem características deste estilo de época evidentes em seus poemas. Ele é conhecido como o poeta mais crítico de sua época e admirado até hoje por leigos e literários. Nasceu em Cruz do Espírito Santo, na Paraíba no dia 20 de abril de 1884 e morreu no dia 12 de novembro de 1914 aos 30 anos.

              Suas principais obras são o Monólogo de uma sombra, O morcego, Agonia de um filósofo, Psicologia de um vencido, Solitário, A ideia, O deus verne e Sonho de um modernista. O poeta é patrono da cadeira número 1 da Academia Paraibana de Letras. Publicou apenas um livro em 1912, "Eu e outras poesias". 

Curiosidades biográficas

  • Um personagem constante em seus poemas é um pé de tamarindo que ainda hoje existe no Engenho Pau d'Arco.
  • Seu amigo Órris Soares conta que Augusto dos Anjos costumava compor "de cabeça", enquanto gesticulava e pronunciava os versos de forma excêntrica, e só depois transcrevia o poema para o papel.
  • De acordo com Eudes Barros, quando morava no Rio de Janeiro com a irmã, Augusto dos Anjos costumava compor no quintal da casa, em voz alta, o que fazia sua irmã pensar que era doido.
  • Embora tenha morrido de pneumonia, tornou-se conhecida a história de que Augusto dos Anjos morreu de tuberculose, talvez porque esta doença seja bastante mencionada em seus poemas.


Postado por: Débora Silva Ramos

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sugestão de Livro: O Cortiço - Aluísio Azevedo

João Romão, português ambicioso, compra pequeno estabelecimento comercial na cidade do Rio de Janeiro ao lado do qual morava uma escrava fugida que possuía uma quitanda e algumas economias com quem João Romão passa a viver. Com o dinheiro de Bertoleza, o português compra algumas terras, aumentando seu patrimônio e forja uma carta de alforria para sua companheira. Com o decorrer do tempo, João Romão começa a construir casas  que passam a compor um movimentado cortiço ao lado do qual vem morar outro português, o Miranda, de classe média alta, cuja mulher leva vida irregular. Miranda não gosta nem um pouco da proximidade com o cortiço onde moram os mais variados tipos: brancos, pretos, mulatos, lavadeiras, malandros, assassinos, vadios, benzedeiras, etc., dentre os quais se destacam: Machona, lavadeira escandalosa; Alexandre, mulato antipático; Pombinha, moça boa que acaba por se prostituir; Rita Baiana, mulata faceira; Firmo, malandro valentão; Jerônimo e sua mulher, e outros mais. No cortiço há várias festas. Nelas, Rita Baiana, provocante e sensual, enlouquece a todos os homens causando brigas que culminam numa verdadeira “guerra” entre o cortiço de João Romão e o cortiço vizinho. Porém, um incêndio em vários barracos do “Cabeça-de-gato” põe fim à briga coletiva. João Romão, agora endinheirado, reconstrói o cortiço e decide casar-se com Zulmira, filha de seu vizinho Miranda. Só há uma dificuldade: Bertoleza. João Romão tem um plano para livrar-se dela: denuncia aos antigos proprietários da escrava seu atual paradeiro. A escrava, com a chegada da polícia, compreende o que estava acontecendo e corta o ventre com a faca com que preparava a refeição de João Romão, morrendo diante de seus olhos. Ironicamente, abolicionistas aguardam na sala de João Romão para entregar-lhe um título de benfeitor benemérito.



Postado Por: Natália Ferreira de Oliveira

Sugestão de Livro: Helena - Machado de Assis

Helena conta a história de uma moça que, inesperadamente, subiu na escala social: o Conselheiro Vale morreu e, no testamento, consta que Helena, moça internada num colégio de Botafogo, é sua filha, cujo segredo o conselheiro o mantivera até a morte. Helena passa a viver com Úrsula, irmã do conselheiro, Estácio, agora meio-irmão, Dr. Camargo, amigo de Vale e médico da família, e Eugênia, filha do Dr. Camargo. Helena em face de seu temperamento expansivo e comunicativo, conquista a afeição de D. Úrsula e de Estácio. Mendonça, amigo de Estácio, apaixona-se pela moça. Helena passa a ser objeto de afeição do próprio irmão, que, no entanto, está noivo de Eugênia. O padre Melchior, guia espiritual da família, suspeita dos freqüentes encontros entre Helena e Salvador. O mistério é esclarecido: Salvador é o pai de Helena, que fora arrebatada pelo conselheiro, encarregando-se de sua educação.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_(livro

Postado Por: Natália Ferreira de Oliveira

segunda-feira, 7 de março de 2011

Quinhentismo: Pero Vaz de Caminha

                  Pouco se sabe sobre a vida de Pero Vaz de Caminha. Sabe-se ao certo que ele era filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do duque de Bragança e que provavelmente ele nasceu na cidade do Porto. Casou-se com dona Catarina e dessa união nasceu a filha Isabel. Em 1476 substitui o pai na função de mestre da balança da Casa da Moeda. Logo depois dedicou-se ao comércio e, em seguida, é designado escrivão da feitoria de Calicute, na Índia, de onde segue com Cabral, em 1500, a caminho do Brasil.
                  Nessa viagem escreve a carta de nascimento do Brasil ao rei Dom Manuel, datada de 1° de maio de 1500. Essa carta, considerada o mais importante documento relativo ao descobrimento do Brasil, ficou guardada nos arquivos da Torre do Tombo por mais de três séculos, sendo divulgada pela primeira vez em 1817, no livro Corografia Brasileira, escrito pelo padre Aires do Casal. Ainda em 1500, Caminha segue com Cabral para a Índia e morre, no dia 15/12/1500, durante um assalto dos mouros à feitoria de Calicute.

Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha

Pedaço da Carta
" [...] A gente que ali estava não seria mais que a costumada. E  tanto que o Capitão fez tornar a todos, vieram a ele alguns daqueles, não porque o conhecessem por Senhor, pois me parece  que não entendem, nem tomavam disso conhecimento, mas porque a gente nossa passava já para aquém do rio. [...]"  


Postado por: Filipe Burity Dias 

Arcadismo: Tomás Antonio Gonzaga

                    Tomás Antônio Gonzaga nasceu em 1744, em Porto, passou uma parte de sua infância no Brasil, e com aproximadamente vinte e quatro anos se formou no curso de Direito em Coimbra. Logo após, começou a ser conhecido ao fazer uma tese com princípios iluministas que foi dedicada ao Marquês de Pombal. 
                    Retornou ao Brasil e tornou-se ouvidor e juiz. Então, mudou-se para Vila Rica em 1782, onde se apaixonou por Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, musa inspiradora dos seus poemas líricos, que tornaram sua obra mais reconhecida: “Marília de Dirceu”. Porém, prestes a se casar com Maria Dorotéia, foi denunciado de participar da Conjuração Mineira, preso e exilado para Moçambique, onde se casou com Juliana de Sousa Mascarenhas, filha de traficante de escravos e herdeira de sua fortuna. Antônio Gonzaga morreu em 1810, aos 66 anos, era juiz de alfândega.
                    Como dito anteriormente, a principal obra do autor são as liras Marília de Dirceu, poemas de conotação romântica, inspirado em seu romance com Maria Dorotéia, expressão de um desejo por uma vida bucólica, simples, em contato com a natureza, assim como o almejado pelos escritores árcades. Pode ser dividido em duas partes distintas: a primeira discorre sobre a fase romântica, a felicidade, o desejo de ter uma família; a segunda, traz uma reflexão sobre a justiça dos homens, já que o autor se encontrava exilado enquanto escrevia, e o “eu-lírico” revela no amor por Marília sua consolação. Gonzaga também escreveu uma obra satírica vinculada à figura do governador da capitania de Minas, Luís da Cunha Meneses. Estas cartas escritas na estrutura poética eram emitidas com o pseudônimo de Critilo e endereçadas ao pseudônimo Doroteu. Após investigações a respeito do autor, chegou-se a conclusão de que Critilo era Tomás Antônio Gonzaga e Doroteu era Cláudio Manuel da Costa. 


Marília de Dirceu (trecho correspondente a parte II do poema)  


(...)
Porém se os justos céus, por fins ocultos,
em tão tirano mal me não socorrem;
verás então, que os sábios,
bem como vivem, morrem.

Eu tenho um coração maior que o mundo,
tu, formosa Marília, bem o sabes:
um coração..., e basta,
onde tu mesma cabes.
(...)



Postado po: Filipe Burity Dias

Barroco: Gregório de Matos

                   Era de uma família rica, formada por empreiteiros e altos funcionários administrativos. Estudou num colégio Jesuíta da Bahia e depois continuou seus estudos na cidade de Lisboa e depois na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito. Neste país fez carreira de jurista.
                   Ao retornar ao Brasil, passa a viver de trabalhos na área jurídica, mas também começa sua dedicação à literatura. Passa a escrever sátiras sobre a sociedade da época. Em função de suas críticas duras aos integrantes da sociedade (políticos, religiosos, empresários) ganhou o apelido de “boca do inferno”. Também escreveu poemas de caráter erótico e amoroso.
                   As autoridades locais começaram a ficar descontentes com as críticas e passaram a perseguir Gregório de Matos. Preso em 1694, foi deportado para Angola (África).
                   Depois de um tempo, ganha a autorização para retornar ao Brasil. Porém, vai viver na cidade de Recife. Nesta cidade, faleceu em 26 de novembro de 1696 de febre que havia contraído em Angola. 

A EL REY D. PEDRO II COM UM ASTROLABIO DE TOMAR O SOL, QUE MANDOU O Pe. VALENTIM STANCEL DEDICADO AO RENASCIDO MONARCA.


Este, Senhor, que fiz leve instrumento
Para pesar o sol a qualquer hora,
Dedico a aquele Sol, a cuja aurora
Já destinam dous mundos rendimento.

Desta minha humildade, e desalento,
Que a sua quarta esfera não ignora,
subindo a oitavo céu, pertende agora
A estrela achar no vosso firmamento.

Eu, que outro sol no seu zenith pondero
Aos do Nascido Soberanos Raios,
Pesando-me eu a mim me desespero.

Mas vós, Águia Real, esses ensaios
Entre os vossos levai, pois considero,
Que nunca em tanta sombra houve desmaios.
 


Postado por: Filipe Burity Dias