sexta-feira, 11 de março de 2011

José Lins do Rego: Romancista

           Como esse ano, o 1º ano vai utilizar um livro do escritor José Lins do Rego, apresento uma pequena biografia do autor para alimentar o nosso conhecimento da literatura brasileira.
           José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 1901, no Estado da Paraíba, e morreu em 1957 na cidade do Rio de Janeiro. Viveu a maior parte de sua vida em Recife, cidade onde se formou em Direito. A partir de 1936, passou a viver na cidade do Rio de Janeiro.
           O dia a dia e os costumes tanto de Pernambuco quanto do Rio de Janeiro eram evidentes em suas obras literárias. Ele deu início ao conhecido Ciclo da Cana-de-Açúcar com a obra: Menino de Engenho. Além deste livro, este notável escritor escreveu outros livros, como: Doidinho, Banguê, O Moleque Ricardo, Fogo Morto e Usina. Este último possui narrativa descritiva do meio de vida nos engenhos e nas plantações de cana-de-açúcar do Nordeste.
          Em sua segunda fase, José Lins do Rego escreveu romances que tinham como tema a vida rural. Deste período, fazem parte as seguintes obras: Pureza, Pedra Bonita, Riacho Doce e Agua Mãe. No ano de 1943 publicou o livro Fogo Morto, considerado a sua obra-prima; posteriormente escreveu Euridice, Cangaceiros, alguns ensaios, crônicas e outras obras.
         Este notável escritor foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras e teve suas obras traduzidas para diferentes idiomas, entre eles, o russo. Antes de morrer, escreveu um livro de memórias chamado: Meus Verdes Anos.


Postado por: Tábata Silva Ramos

A importância da Literatura


             No Brasil, até o início dos anos de 1960, a leitura de textos literários era considerada uma obrigação natural por parte de professores e de alunos, não havendo quem questionasse o sentido do ato de ler. Há que se entender que, em nosso país,, o livro exercia desde o século XIX inúmeras funções, particularmente para os grupos sociais privilegiados:
A) era a mais perfeita forma de lazer;
B) era uma insubstituível fonte de conhecimento humano;
C) era o próprio espelho da nação, no qual a pequena elite letrada
se reconhecia;
D) era o modelo supremo de correção e elegância do idioma pátrio.
              A década de 60 trouxe uma importante universalização e democratização do ensino, permitindo que outras classes - que não apenas as privilegiadas - tivessem acesso ao saber. Estes novos atores sociais, no entanto, provinham de um mundo sem livros e com referências culturais muito pobres. E antes que a tradição de leitura se incorporasse às suas existências, foram atraídos pela poderosa indústria cultural que se implementava na mesma época. Esta indústria, centrada na tevê e no disco, conquistou, de imediato, consideráveis parcelas da população recém-alfabetizada. As necessidades de lazer, entretenimento e informação - que todo indivíduo escolarizado possui - foram preenchidas por estes meios audiovisuais. E a leitura perdeu a guerra pela audiência, convertendo-se numa espécie de atividade refinada de alguns poucos nostálgicos.


Postado por: Débora Silva Ramos

Poeta: Augusto dos Anjos


              Augusto dos Anjos foi um poeta paraibano. Muitos o chamam de simbolista ou parnasiano. Mas há críticos que dizem que ele é pré-modernista pois existem características deste estilo de época evidentes em seus poemas. Ele é conhecido como o poeta mais crítico de sua época e admirado até hoje por leigos e literários. Nasceu em Cruz do Espírito Santo, na Paraíba no dia 20 de abril de 1884 e morreu no dia 12 de novembro de 1914 aos 30 anos.

              Suas principais obras são o Monólogo de uma sombra, O morcego, Agonia de um filósofo, Psicologia de um vencido, Solitário, A ideia, O deus verne e Sonho de um modernista. O poeta é patrono da cadeira número 1 da Academia Paraibana de Letras. Publicou apenas um livro em 1912, "Eu e outras poesias". 

Curiosidades biográficas

  • Um personagem constante em seus poemas é um pé de tamarindo que ainda hoje existe no Engenho Pau d'Arco.
  • Seu amigo Órris Soares conta que Augusto dos Anjos costumava compor "de cabeça", enquanto gesticulava e pronunciava os versos de forma excêntrica, e só depois transcrevia o poema para o papel.
  • De acordo com Eudes Barros, quando morava no Rio de Janeiro com a irmã, Augusto dos Anjos costumava compor no quintal da casa, em voz alta, o que fazia sua irmã pensar que era doido.
  • Embora tenha morrido de pneumonia, tornou-se conhecida a história de que Augusto dos Anjos morreu de tuberculose, talvez porque esta doença seja bastante mencionada em seus poemas.


Postado por: Débora Silva Ramos

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sugestão de Livro: O Cortiço - Aluísio Azevedo

João Romão, português ambicioso, compra pequeno estabelecimento comercial na cidade do Rio de Janeiro ao lado do qual morava uma escrava fugida que possuía uma quitanda e algumas economias com quem João Romão passa a viver. Com o dinheiro de Bertoleza, o português compra algumas terras, aumentando seu patrimônio e forja uma carta de alforria para sua companheira. Com o decorrer do tempo, João Romão começa a construir casas  que passam a compor um movimentado cortiço ao lado do qual vem morar outro português, o Miranda, de classe média alta, cuja mulher leva vida irregular. Miranda não gosta nem um pouco da proximidade com o cortiço onde moram os mais variados tipos: brancos, pretos, mulatos, lavadeiras, malandros, assassinos, vadios, benzedeiras, etc., dentre os quais se destacam: Machona, lavadeira escandalosa; Alexandre, mulato antipático; Pombinha, moça boa que acaba por se prostituir; Rita Baiana, mulata faceira; Firmo, malandro valentão; Jerônimo e sua mulher, e outros mais. No cortiço há várias festas. Nelas, Rita Baiana, provocante e sensual, enlouquece a todos os homens causando brigas que culminam numa verdadeira “guerra” entre o cortiço de João Romão e o cortiço vizinho. Porém, um incêndio em vários barracos do “Cabeça-de-gato” põe fim à briga coletiva. João Romão, agora endinheirado, reconstrói o cortiço e decide casar-se com Zulmira, filha de seu vizinho Miranda. Só há uma dificuldade: Bertoleza. João Romão tem um plano para livrar-se dela: denuncia aos antigos proprietários da escrava seu atual paradeiro. A escrava, com a chegada da polícia, compreende o que estava acontecendo e corta o ventre com a faca com que preparava a refeição de João Romão, morrendo diante de seus olhos. Ironicamente, abolicionistas aguardam na sala de João Romão para entregar-lhe um título de benfeitor benemérito.



Postado Por: Natália Ferreira de Oliveira

Sugestão de Livro: Helena - Machado de Assis

Helena conta a história de uma moça que, inesperadamente, subiu na escala social: o Conselheiro Vale morreu e, no testamento, consta que Helena, moça internada num colégio de Botafogo, é sua filha, cujo segredo o conselheiro o mantivera até a morte. Helena passa a viver com Úrsula, irmã do conselheiro, Estácio, agora meio-irmão, Dr. Camargo, amigo de Vale e médico da família, e Eugênia, filha do Dr. Camargo. Helena em face de seu temperamento expansivo e comunicativo, conquista a afeição de D. Úrsula e de Estácio. Mendonça, amigo de Estácio, apaixona-se pela moça. Helena passa a ser objeto de afeição do próprio irmão, que, no entanto, está noivo de Eugênia. O padre Melchior, guia espiritual da família, suspeita dos freqüentes encontros entre Helena e Salvador. O mistério é esclarecido: Salvador é o pai de Helena, que fora arrebatada pelo conselheiro, encarregando-se de sua educação.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_(livro

Postado Por: Natália Ferreira de Oliveira

segunda-feira, 7 de março de 2011

Quinhentismo: Pero Vaz de Caminha

                  Pouco se sabe sobre a vida de Pero Vaz de Caminha. Sabe-se ao certo que ele era filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do duque de Bragança e que provavelmente ele nasceu na cidade do Porto. Casou-se com dona Catarina e dessa união nasceu a filha Isabel. Em 1476 substitui o pai na função de mestre da balança da Casa da Moeda. Logo depois dedicou-se ao comércio e, em seguida, é designado escrivão da feitoria de Calicute, na Índia, de onde segue com Cabral, em 1500, a caminho do Brasil.
                  Nessa viagem escreve a carta de nascimento do Brasil ao rei Dom Manuel, datada de 1° de maio de 1500. Essa carta, considerada o mais importante documento relativo ao descobrimento do Brasil, ficou guardada nos arquivos da Torre do Tombo por mais de três séculos, sendo divulgada pela primeira vez em 1817, no livro Corografia Brasileira, escrito pelo padre Aires do Casal. Ainda em 1500, Caminha segue com Cabral para a Índia e morre, no dia 15/12/1500, durante um assalto dos mouros à feitoria de Calicute.

Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha

Pedaço da Carta
" [...] A gente que ali estava não seria mais que a costumada. E  tanto que o Capitão fez tornar a todos, vieram a ele alguns daqueles, não porque o conhecessem por Senhor, pois me parece  que não entendem, nem tomavam disso conhecimento, mas porque a gente nossa passava já para aquém do rio. [...]"  


Postado por: Filipe Burity Dias 

Arcadismo: Tomás Antonio Gonzaga

                    Tomás Antônio Gonzaga nasceu em 1744, em Porto, passou uma parte de sua infância no Brasil, e com aproximadamente vinte e quatro anos se formou no curso de Direito em Coimbra. Logo após, começou a ser conhecido ao fazer uma tese com princípios iluministas que foi dedicada ao Marquês de Pombal. 
                    Retornou ao Brasil e tornou-se ouvidor e juiz. Então, mudou-se para Vila Rica em 1782, onde se apaixonou por Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, musa inspiradora dos seus poemas líricos, que tornaram sua obra mais reconhecida: “Marília de Dirceu”. Porém, prestes a se casar com Maria Dorotéia, foi denunciado de participar da Conjuração Mineira, preso e exilado para Moçambique, onde se casou com Juliana de Sousa Mascarenhas, filha de traficante de escravos e herdeira de sua fortuna. Antônio Gonzaga morreu em 1810, aos 66 anos, era juiz de alfândega.
                    Como dito anteriormente, a principal obra do autor são as liras Marília de Dirceu, poemas de conotação romântica, inspirado em seu romance com Maria Dorotéia, expressão de um desejo por uma vida bucólica, simples, em contato com a natureza, assim como o almejado pelos escritores árcades. Pode ser dividido em duas partes distintas: a primeira discorre sobre a fase romântica, a felicidade, o desejo de ter uma família; a segunda, traz uma reflexão sobre a justiça dos homens, já que o autor se encontrava exilado enquanto escrevia, e o “eu-lírico” revela no amor por Marília sua consolação. Gonzaga também escreveu uma obra satírica vinculada à figura do governador da capitania de Minas, Luís da Cunha Meneses. Estas cartas escritas na estrutura poética eram emitidas com o pseudônimo de Critilo e endereçadas ao pseudônimo Doroteu. Após investigações a respeito do autor, chegou-se a conclusão de que Critilo era Tomás Antônio Gonzaga e Doroteu era Cláudio Manuel da Costa. 


Marília de Dirceu (trecho correspondente a parte II do poema)  


(...)
Porém se os justos céus, por fins ocultos,
em tão tirano mal me não socorrem;
verás então, que os sábios,
bem como vivem, morrem.

Eu tenho um coração maior que o mundo,
tu, formosa Marília, bem o sabes:
um coração..., e basta,
onde tu mesma cabes.
(...)



Postado po: Filipe Burity Dias