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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Júlio Verne - Biografia

               Jules Gabriel Verne, conhecido popularmente como Júlio Verne foi um importante escritor francês do século XIX. Nasceu na cidade de Nantes em 8 de fevereiro de 1828 e faleceu em 24 de março de 1905 na cidade de Amiens (França). Ganhou grande destaque no cenário literário internacional através de suas novelas de aventuras que fizeram e ainda fazem muito sucesso.

               Júlio passou a infância com a família na cidade de Nantes. Por ser uma cidade portuária, alguns biógrafos do escritor afirmam que Júlio Verne adorava ficar olhando os navios chegarem e partirem. Este fato pode ter estimulado seu gosto pelas aventuras e viagens.
                No início da fase adulta, foi enviado pelo pai para a cidade de Paris com o objetivo de que estudasse Direito e seguisse assim a mesma carreira do pai. Porém, na capital francesa passou a desenvolver grande interesse por teatro e literatura.
               Deixou de lado o estudo das leis, fato que lhe causou o corte da ajuda financeira que vinha regularmente do pai. Para sobreviver, passou a trabalhar como corretor de ações. 
               Em 1857, se casou com Honorine de Morel, uma viúva com dois filhos. Em 1861, teve um filho com ela que se chamou Michel Jean Pierre Verne.
               No começo da década de 1860, já bastante familiarizado com setores da intelectualidade francesa, entrou em contato com os grandes escritores Victor Hugo e Alexandre Dumas.
               Em 1863, foi publicada sua primeira grande obra: "Cinco Semanas em um Balão". A obra fala sobre uma viagem em um balão de hidrogênio sobre o território africano. Júlio Verne mostrou, nesta obra, importantes aspectos geográficos, culturais e até mesmo sobre a vida animal da África. As informações contidas no livro, e que muitos julgavam ser fictícias, vieram das pesquisas feitas por Júlio Verne e também se sua rica imaginação. Com esta obra, Júlio Verne passou a ser famoso, além de ganhar um bom dinheiro que lhe garantiu estabilidade financeira para escrever outros livros.
               O estilo literário de Júlio Verne fez um grande sucesso na segunda metade do século XIX, pois a literatura se expandia e a vontade em conhecer lugares exóticos era muito grande. Sua obra é marcada por doses de ficção científica, aventuras em locais extraordinários e aspectos culturais de povos e pessoas reais e imaginárias.

Principais obras de Júlio Verne:

- Cinco semanas em um balão - 1863
- O capitão Hateras - 1864-1867
- Viagem ao centro da terra - 1864
- Da Terra à Lua - 1865
- Os filhos do capitão Grant - 1866-1868
- Vinte mil léguas submarinas -1870
- Os conquistadores - 1870
- A volta ao mundo em oitenta dias - 1872
- A ilha misteriosa - 1873-1875
- O Chancellor - 1875
- As Índias Negras - 1876-1877
- Um capitão de quinze anos - 1878
- História das grandes viagens e dos grandes viajantes - 1878
- A revolta da Bounty - 1879
- A jangada - 1880
- A escola dos Robinsons - 1882
- Dez horas de casa -1882
- O arquipélago em chamas - 1883
- Kerabán, o teimoso - 1883
- Um bilhete de loteria - 1885
- O náufrago do Cynthia - 1885
- Robur, o conquistador - 1886
- O caminho da França - 1887
- Dois anos de férias -1888
- Família sem nome - 1888-1889
- A esfinge dos gelos - 1895
- Os irmãos Kip - 1902
- O senhor do mundo -1904



"Um dia iremos visitar a Lua e planetas com a mesma facilidade com que nos dias de hoje se vai de Liverpool a Nova York."
Júlio Verne

Postado por: Filipe Burity Dias

sábado, 11 de junho de 2011

5 à Seco

        Hoje, como é minha última postagem, gostaria de falar a vocês sobre uma banda que conheci recentemente e que ainda está nascendo, mas já faz letras muito bonitas. O nome da banda é 5 à Seco, mas na verdade começou como um projeto. Essa banda é composta por 5 homens: Pedro ViáforaVinícius CalderoniTó BrandileoneDani Black e Pedro Altério.

Essa banda começou com uma brincadeira, cinco jovens que resolveram tocar violão juntos, mas acabou fazendo sucesso, por isso eles dizem: "O 5 a seco não é uma banda nem um bando: é muito mais uma improbabilidade bem-sucedida". Em pouco menos de um ano, o 5 a Seco já recebeu comentários elogiosos de Ivan Lins, Luiza Possi, Lenine e Chico César. 
Eles estão pensando em fazer um CD no ano que vem, mas ninguém sabe ao certo, porque todos estão empenhados nesse momento em seus próprios discos.
           Aqui está uma letra deles e o show. Aproveitem e comentem o que acharão!

Faça Desse Drama


Queira cara ou não queira
Junte agora a cara, jogue noves fora
Vida não é brisa, coma pela beira
Brasa mora agora
Deixa estar, vai passar
Queira cara ou não queira
Tome a saideira
Cara, beba agora
Pois demora hora, uma vida inteira
Para a vida leve
Revelar, relevar
Onde a curva do amor findar
Corte que não quer fechar
Ande onde a onda te levar
Se naufragou, faça desse drama sua hora
Faça disso a hora de recomeçar
Para conviver com a dor
Para a dor também saber passar
Se já passou, dê sorriso à cara
E vá embora
Queira cara ou não queira
Junte agora a cara, jogue noves fora
Vida não é brisa, coma pela beira
Brasa mora agora
Deixa estar, vai passar
Queira cara ou não queira
Tome a saideira
Cara, beba agora
Pois demora hora, uma vida inteira
Para a vida leve
Revelar, relevar
Onde a curva do amor findar
Corte que não quer fechar
Ande onde a onda te levar
Se naufragou, faça desse drama sua hora
Faça disso a hora de recomeçar
Para conviver com a dor
Para a dor também saber passar
Se já passou, dê sorriso à cara
E vá embora
E ao voltar a caminhar, só então poder ver
Queira cara, ou não queira
Que já dá pra levantar vôo...
Quem precisa acreditar no que o olho diz ver
Seja brasa, brisa ou beira
Só vai ser aonde quer for...

Aqui está o vídeo de uma parte do show: http://www.youtube.com/watch?v=wDrnPoW7eLs
                      http://www.rebobine.com.br/blog/?p=1435
Postado por: Sílvia Claudino Martins Gomes

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Bartolomeu Campos de Queirós


        Bartolomeu Campos de Queirós viveu sua infância em Papagaio em Minas Gerais, antes de se instalar em Belo Horizonte, onde reside e trabalha.
           Em 1974 publicou seu primeiro livro, O peixe e o pássaro, e desde então vem firmando seu estilo de escrita como uma prosa poética da mais alta qualidade.
           Bartolomeu já recebeu muitos prêmios literários, entre eles o Jabuti, pela Câmara Brasileira do Livro, e o Selo de Ouro, da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. 
        Seu interesse pela literatura e pelo ensino da arte o fez viajar muito pelo Brasil. Conhece as cidades apreciando os azulejos e casas pacientemente - um andarilho atento a cores, cheiros, sabores e sentidos que rodeiam as pessoas do lugar, com o mesmo encanto na alma com que observava os rios da Amazônia, dos quais costuma sentir saudades em Minas.
     Bartolomeu só faz o que gosta, não cumpre compromissos sociais nem tarefas que não lhe pareçam substanciais. 

Postado por: Sílvia Claudino Martins Gomes

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Gonçalves Dias

Sei que todos já leram esse texto porque está no nosso livro de literatura mas gostaria de coloca-lo para discutirmos e analisarmos melhor. 

Gonçalves Dias: um projeto de cultura brasileira

               "Filho de um português e de uma cafusa, Gonçalves Dias (1823-1864) fez seus primeiros estudos no Maranhão, seu estado natal, e completou-se em Coimbra, onde cursou direito. De volta ao Brasil, em 1845, trouxe em sua bagagem boa parte de seus escritores. Fixou-se no Rio de Janeiro e ali publicou sua primeira obra, Primeiros cantos (1846), seguida por outras publicações, como Segundas cantos e Sextilhas de Frei Antão (1848), Ultimos cantos e os timbiras (1857). Fez várias viagens pelo país, incluindo a Amazônia, e chegou a escrever um Dicionário da língua tupi.
                Gonçalves Dias, buscando captar a sensibilidade e os sentimentos do nosso povo, criou uma poesia voltada para o Índio e para a natureza brasileira, expressa numa linguagem simples e acessível. Seus versos, tais como os de sua “Canção do exílio”, são melódicos e exploram métricas e ritmos variados. Cultivou também poemas religiosos, de fundo panteísta, que falam da manifestação de Deus na natureza
                 Sua obra poética inclui os gêneros lírico e épico."

Postado por: Sílvia Claudino Martins Gomes

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Biografia

Durante a adolescência, foi locutor de programa de rádio Pila No Ar e começou a colaborar regularmente com artigos, crônicas e contos em revistas da cidade, conquistando prêmios em concursos.
            No início da década de 1940, começou a cursar a Faculdade de Direito e ingressou no jornalismo como redator da Folha de Minas. O primeiro livro de contos, Os grilos não cantam mais, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro quando o autor tinha apenas dezoito anos, e só que alguns contos do livro foram escritos quando Fernando Sabino tinha apenas quatorze anos.
Tornou-se colaborador regular do jornal Correio da Manhã, onde conheceu Vinicius de Moraes, de quem se tornou amigo.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1944. Depois de se formar em Direito na Faculdade Federal do Rio de Janeiro em 1946, viajou com Vinicius de Moraes aos Estados Unidos da América, onde morou por dois anos em Nova Iorque com sua primeira esposa Helena Sabino e a primogenita Eliana Sabino.
O encontro marcado, uma de suas obras mais conhecidas, foi lançada em 1956, ganhando edições até no exterior, além de ser adaptada para o teatro. Sabino decidiu, então (1957), viver exclusivamente como escritor e jornalista. Iniciou uma produção diária de crônicas para o Jornal do Brasil, escrevendo mensalmente também para a revista Senhor.
Em 1960, Fernando Sabino publicou o livro O homem nu, pela Editora do Autor, fundada por ele, Rubem Braga e Walter Acosta. Publicou, em 1962, A mulher do vizinho, que recebeu o Prêmio Fernando Chinaglia, do Pen Club do Brasil.
Em 1966, fez a cobertura da Copa do Mundo de Futebol para o Jornal do Brasil. Fundou, em 1967, em conjunto com Rubem Braga, a Editora Sabiá, onde publicou livros de Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Clarice Lispector, entre outros.
Publicou O grande mentecapto em 1979, iniciado mais de trinta anos antes. A obra, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti, e acabaria sendo adaptada para o cinema, com direção de Oswaldo Caldeira, em 1989, e também para o teatro. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.
            Faleceu em sua casa em Ipanema (zona sul no Rio de Janeiro), vítima de T.A.F no fígado.

Por: Sílvia Claudino Martins Gomes

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Augusto de Campos e Haroldo de Campos

      



                                                        Augusto Luís Browne de Campos nasceu em São Paulo, em 1931. Poeta, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e música. Em 1951 publicou o seu primeiro livro de poemas, “O rei menos o reino”.
Em 1952, com seu irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari, lançou a revista literária "Noigandres", origem do Grupo Noigandres que iniciou o movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil. No ano seguinte, foi no segundo número da revista que ele publica uma série de poemas em cores, chamada poetamentos, considerados os primeiros exemplos consistentes de poesia Concreta no Brasil. O verso e a sintaxe convencional eram abandonados e as palavras rearranjadas em estruturas gráfico-espaciais. Sua obra veio a ser incluída, posteriormente, em muitas mostras.
A maioria dos seus poemas acha-se reunida em Viva Vaia, Despoesia e Não, 2003. Outras obras importantes são Poemóbiles e Caixa Preta, coleções de poemas-objetos em colaboração com o artista plástico e designer Julio Plaza. Sei livro e Não receberam o prêmio de Livro do Ano, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional.
        Já Haroldo de Campos publicou mais de 30 volumes, entre sua própria produção poética, ensaios e traduções dos mais importantes autores da literatura mundial. Logo depois de fundar o movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil, Haroldo organizou a primeira Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Entre seus livros mais importantes estão "Servidão de Passagem", "Galáxias", "Xadrez de Estrelas", no campo da poesia, e "Ideograma", "Morfologia de Macunaíma", "A arte no Horizonte do Provável" e "Revisão de Sousândrade", entre livros de ensaio e crítica literária.
Ele foi professor em 1978 na Universidade americana de Yale e em 1990, obteve o título de professor emérito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Haroldo faleceu de falência múltipla dos órgãos.


Fonte: http://www2.uol.com.br/augustodecampos/biografia.htm
            http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u225.jhtm
Postado por: Sílvia Claudino Martins Gomes

sexta-feira, 22 de abril de 2011

João do Vale

      João do Vale, falecido há nove anos em 6 de dezembro, deixou canções com letras fortes e contagiantes que alegram festas e forrós, mas que muita gente desconhece serem de sua autoria. Carcará, Pisa na fulô, Na asa do vento, A voz do povo, Sina de caboclo, “Coroné” Antonio Bento são algumas delas.
      João cantou as dificuldades da vida de sertanejo pobre, que conheceu muito bem, e as alegrias e o orgulho de ser compositor/cantor reconhecido e muito querido por colegas de infância e por expoentes da música popular brasileira, como Chico Buarque, Nara Leão, Zé Kéti, Edu Lobo, entre outros.
     Nascido em Pedreiras em 1934, interior do Maranhão, começou a trabalhar ainda menino, e aos 13 anos mudou-se para São Luís, onde participou de um grupo de bumba-meu-boi já compondo versos. Depois, já no sul do país trabalhou como ajudante de caminhão, mineiro em Teófilo Otoni e, ao chegar ao Rio em 1950, foi empregado na construção civil, como pedreiro.
   Com músicas e letras na cabeça, já que não sabia escrever, começou a freqüentar as rádios com a intenção de mostrá-las a artistas. Em 1950, conseguiu que Zé Gonzaga gravasse Cesário Pinto, que faria sucesso no nordeste. E em 1953, foi apresentado por Luiz Vieira a uma das “rainhas do rádio”, Marlene, que gravou sua Estrela Miúda que, tocada nas rádios, fez sucesso no Rio. João contaria depois que, ao ouvir a música no rádio, comentou com os colegas de trabalho, na obra, que era uma música de sua autoria. Eles duvidaram e lhe disseram que o sol quente estava prejudicando seu juízo.
   Dois outros períodos foram muito marcantes em sua carreira. No início dos anos de 1960, conheceu Zé Kéti que o levou para se apresentar no ZiCartola, bar-restaurante de Cartola e Dona Zica que reunia artistas e músicos. Lá foi convidado a participar do show Opinião, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão.
      Opinião, idealizado por Vianinha (Oduvaldo Viana Filho), Paulo Pontes e Armando Costa e dirigido por Augusto Boal, estreou em dezembro de 1964, foi assistido por mais de 25 mil pessoas só no Rio de Janeiro, e levado a outros estados, constitui-se num marco de resistência artística ao regime ditatorial vigente no país. Este show, que lançou também Maria Bethânia (que substituiu Nara), com sua marcante interpretação de Carcará, foi relançado anos depois em 1975, com Zé Kéti e Maria Medalha, sob direção de Bibi Ferreira.
     No final dos anos 70, comandaria o “Forró Forrado” no Catete, casa de forró, democrática, que reunia um público amplo: estudantes, intelectuais, trabalhadores das obras do metrô. João recebia convidados como Chico Buarque, Edu Lobo, Zé Ramalho, Djavan, sempre animando as sextas-feiras.
     Em 1981, com direção de produção de Chico Buarque, Fagner e Fernando Faro, João do Vale grava um belíssimo disco com participações especiais de Chico Buarque, Jackson do Pandeiro, Nara Leão, Fagner, Tom Jobim, Gonzaguinha, Clara Nunes, Zé Ramalho, Amelinha e Alceu Valença, atualmente disponível em CD.
     Na década de 1990, vários shows beneficentes, em sua homenagem foram realizados, num período em que João do Vale já não conseguia cantar, devido a sequela de “derrame”. E nesse mesmo sentido, em 1995, Chico Buarque produziu um segundo disco com interpretações também de vários artistas, alguns que já tinham gravado sucessos seus, como Maria Bethânia, Ivon Cury, Luiz Vieira, Marinês, além da participação de Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Edu Lobo, Paulinho da Viola, Alcione, entre outros.
      Novas homenagens e resgate de sua história seguiram-se após sua morte, como o livro Pisa na Fulô. O CD Carcarás da Cidade - Um tributo a João do Vale, lançado pelo selo da Prefeitura de Nova Iguaçu, onde João do Vale morou por cerca de vinte anos; João do Vale mais coragem do que homem, de Andréa Oliveira (Edufitia) e o documentário João do Vale – muita gente desconhece, de Werinton Kermes.
       Com isso, percebe-se que João de Vale é realmente desconhecido pelo nosso povo brasileiro mas é realmente uma das figuras mais importantes da música popular brasileira, pela sua genialidade ao compor músicas, mesmo sem ter estudado e vê como é rica as suas letras.

Aqui está uma de suas composições:

Minha História
Seu moço, quer saber, eu vou cantar num baião
Minha história pra o senhor, seu moço, preste atenção
Eu vendia pirolito, arroz doce, mungunzá
Enquanto eu ia vender doce, meus colegas iam estudar
A minha mãe, tão pobrezinha, não podia me educar (x2)
E quando era de noitinha, a meninada ia brincar
Vixe, como eu tinha inveja, de ver o Zezinho contar:
- O professor raiou comigo, porque eu não quis estudar(x2)
Hoje todo são "doutô", eu continuo joão ninguém
Mas quem nasce pra pataca, nunca pode ser vintém
Ver meus amigos "doutô", basta pra me sentir bem(x2)
Mas todos eles quando ouvem, um baiãozinho que eu fiz,
Ficam tudo satisfeito, batem palmas e pedem bis
E dizem: - João foi meu colega, como eu me sinto feliz(x2)
Mas o negócio não é bem eu, é Mané, Pedro e Romão,
Que também foram meus colegas , e continuam no sertão
Não puderam estudar, e nem sabem fazer baião.

Portado por: Sílvia Claudino

terça-feira, 22 de março de 2011

Érico Veríssimo

                Um dos maiores nomes da moderna ficção brasileira, Erico Verissimo nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, em 1905. Filho de família tradicional, mas arruinada financeiramente, teve de exercer diversas atividades profissionais, desde ajudante de comércio e bancário até balconista de farmácia e desenhista de imprensa. Em 1930, tornou-se secretário do departamento editorial da Livraria do Globo, em Porto Alegre, para onde se transferiu definitivamente. Em 1932, Erico Verissimo iniciou sua carreira literária, lançando os Fantoches, uma coletânea de contos. Já no ano seguinte, surgiu seu romance de estréia, Clarissa. Desde então, passou a desenvolver intensa atividade literária. Entre suas obras mais conhecidas, além de Olhai os Lírios do Campo, que se tornou um dos seus livros mais populares, destacam-se: Música ao Longe (1934), Caminhos Cruzados (1935), Gato Preto em Campo de Neve (1941), O Tempo e o Vento (trilogia escrita entre 1949 e 1961), O Senhor Embaixador (1965), O Prisioneiro (1967), Incidente em Antares (1971), entre outros. Seus livros foram traduzidos e publicados em quase todo o mundo. Faleceu em 1975, quando escrevia o segundo volume de Solo de Clarineta, seu livro de memórias.
  
 
"A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos."
Érico Veríssimo

Postado por: Filipe Burity Dias
 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Júlio Verne


Considerado o pai da ficção científica moderna, Júlio Verne demonstrou interesse pela Literatura ainda muito jovem. Estudou Direito para agradar ao pai, mas jamais exerceu a profissão. Em 1850, sua peça Les Pailles Rompues foi encenada com sucesso pelo Teatro Histórico de Alexandre Dumas. Trabalhou como secretário do Teatro Lírico entre 1852 e 1854 e, depois, tornou-se corretor de bens públicos. Mas durante todo esse período continuou a escrever comédias, libretos e pequenas histórias. Em 1863, publicou a primeira história da série Viagens Extraordinárias: Cinco Semanas em um Balão. O imenso sucesso o encorajou a produzir outras histórias na mesma linha – romances de aventura, com descrições detalhadas de paisagens que, apesar de fantásticas, eram cuidadosa e cientificamente concebidas. As Viagens continuaram com Viagem ao Centro da Terra , Viagem ao Redor da Lua , Vinte Mil Léguas Submarinas e A Ilha Misteriosa , nos quais previa um grande número de descobertas científicas, incluindo o submarino, o aqualung, a televisão e as viagens espaciais. As obras de Júlio Verne tornaram-se populares em várias partes do mundo. Volta ao Mundo em 80 Dias, por exemplo, causou furor ao ser lançada em episódios no periódico Les Temps, em 1873. Em 1872, o escritor se mudou para a cidade de Amiens e, em 1892, foi condecorado com a Legião de Honra. As obras de Júlio Verne ainda deram origem a vários filmes de sucesso, entre eles Vinte Mil Léguas Submarinos , refilmado em 1954, A Ilha Misteriosa(Meu livro favorito) , Viagem ao Redor da Lua , Viagem ao Centro da Terra e Volta ao Mundo em 80 Dias(Tema do meu proximo post *-*).




Fontes : http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1147.html



Postado por: Matheus Córdula

sexta-feira, 11 de março de 2011

José Lins do Rego: Romancista

           Como esse ano, o 1º ano vai utilizar um livro do escritor José Lins do Rego, apresento uma pequena biografia do autor para alimentar o nosso conhecimento da literatura brasileira.
           José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 1901, no Estado da Paraíba, e morreu em 1957 na cidade do Rio de Janeiro. Viveu a maior parte de sua vida em Recife, cidade onde se formou em Direito. A partir de 1936, passou a viver na cidade do Rio de Janeiro.
           O dia a dia e os costumes tanto de Pernambuco quanto do Rio de Janeiro eram evidentes em suas obras literárias. Ele deu início ao conhecido Ciclo da Cana-de-Açúcar com a obra: Menino de Engenho. Além deste livro, este notável escritor escreveu outros livros, como: Doidinho, Banguê, O Moleque Ricardo, Fogo Morto e Usina. Este último possui narrativa descritiva do meio de vida nos engenhos e nas plantações de cana-de-açúcar do Nordeste.
          Em sua segunda fase, José Lins do Rego escreveu romances que tinham como tema a vida rural. Deste período, fazem parte as seguintes obras: Pureza, Pedra Bonita, Riacho Doce e Agua Mãe. No ano de 1943 publicou o livro Fogo Morto, considerado a sua obra-prima; posteriormente escreveu Euridice, Cangaceiros, alguns ensaios, crônicas e outras obras.
         Este notável escritor foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras e teve suas obras traduzidas para diferentes idiomas, entre eles, o russo. Antes de morrer, escreveu um livro de memórias chamado: Meus Verdes Anos.


Postado por: Tábata Silva Ramos

Poeta: Augusto dos Anjos


              Augusto dos Anjos foi um poeta paraibano. Muitos o chamam de simbolista ou parnasiano. Mas há críticos que dizem que ele é pré-modernista pois existem características deste estilo de época evidentes em seus poemas. Ele é conhecido como o poeta mais crítico de sua época e admirado até hoje por leigos e literários. Nasceu em Cruz do Espírito Santo, na Paraíba no dia 20 de abril de 1884 e morreu no dia 12 de novembro de 1914 aos 30 anos.

              Suas principais obras são o Monólogo de uma sombra, O morcego, Agonia de um filósofo, Psicologia de um vencido, Solitário, A ideia, O deus verne e Sonho de um modernista. O poeta é patrono da cadeira número 1 da Academia Paraibana de Letras. Publicou apenas um livro em 1912, "Eu e outras poesias". 

Curiosidades biográficas

  • Um personagem constante em seus poemas é um pé de tamarindo que ainda hoje existe no Engenho Pau d'Arco.
  • Seu amigo Órris Soares conta que Augusto dos Anjos costumava compor "de cabeça", enquanto gesticulava e pronunciava os versos de forma excêntrica, e só depois transcrevia o poema para o papel.
  • De acordo com Eudes Barros, quando morava no Rio de Janeiro com a irmã, Augusto dos Anjos costumava compor no quintal da casa, em voz alta, o que fazia sua irmã pensar que era doido.
  • Embora tenha morrido de pneumonia, tornou-se conhecida a história de que Augusto dos Anjos morreu de tuberculose, talvez porque esta doença seja bastante mencionada em seus poemas.


Postado por: Débora Silva Ramos

segunda-feira, 7 de março de 2011

Quinhentismo: Pero Vaz de Caminha

                  Pouco se sabe sobre a vida de Pero Vaz de Caminha. Sabe-se ao certo que ele era filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do duque de Bragança e que provavelmente ele nasceu na cidade do Porto. Casou-se com dona Catarina e dessa união nasceu a filha Isabel. Em 1476 substitui o pai na função de mestre da balança da Casa da Moeda. Logo depois dedicou-se ao comércio e, em seguida, é designado escrivão da feitoria de Calicute, na Índia, de onde segue com Cabral, em 1500, a caminho do Brasil.
                  Nessa viagem escreve a carta de nascimento do Brasil ao rei Dom Manuel, datada de 1° de maio de 1500. Essa carta, considerada o mais importante documento relativo ao descobrimento do Brasil, ficou guardada nos arquivos da Torre do Tombo por mais de três séculos, sendo divulgada pela primeira vez em 1817, no livro Corografia Brasileira, escrito pelo padre Aires do Casal. Ainda em 1500, Caminha segue com Cabral para a Índia e morre, no dia 15/12/1500, durante um assalto dos mouros à feitoria de Calicute.

Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha

Pedaço da Carta
" [...] A gente que ali estava não seria mais que a costumada. E  tanto que o Capitão fez tornar a todos, vieram a ele alguns daqueles, não porque o conhecessem por Senhor, pois me parece  que não entendem, nem tomavam disso conhecimento, mas porque a gente nossa passava já para aquém do rio. [...]"  


Postado por: Filipe Burity Dias 

Arcadismo: Tomás Antonio Gonzaga

                    Tomás Antônio Gonzaga nasceu em 1744, em Porto, passou uma parte de sua infância no Brasil, e com aproximadamente vinte e quatro anos se formou no curso de Direito em Coimbra. Logo após, começou a ser conhecido ao fazer uma tese com princípios iluministas que foi dedicada ao Marquês de Pombal. 
                    Retornou ao Brasil e tornou-se ouvidor e juiz. Então, mudou-se para Vila Rica em 1782, onde se apaixonou por Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, musa inspiradora dos seus poemas líricos, que tornaram sua obra mais reconhecida: “Marília de Dirceu”. Porém, prestes a se casar com Maria Dorotéia, foi denunciado de participar da Conjuração Mineira, preso e exilado para Moçambique, onde se casou com Juliana de Sousa Mascarenhas, filha de traficante de escravos e herdeira de sua fortuna. Antônio Gonzaga morreu em 1810, aos 66 anos, era juiz de alfândega.
                    Como dito anteriormente, a principal obra do autor são as liras Marília de Dirceu, poemas de conotação romântica, inspirado em seu romance com Maria Dorotéia, expressão de um desejo por uma vida bucólica, simples, em contato com a natureza, assim como o almejado pelos escritores árcades. Pode ser dividido em duas partes distintas: a primeira discorre sobre a fase romântica, a felicidade, o desejo de ter uma família; a segunda, traz uma reflexão sobre a justiça dos homens, já que o autor se encontrava exilado enquanto escrevia, e o “eu-lírico” revela no amor por Marília sua consolação. Gonzaga também escreveu uma obra satírica vinculada à figura do governador da capitania de Minas, Luís da Cunha Meneses. Estas cartas escritas na estrutura poética eram emitidas com o pseudônimo de Critilo e endereçadas ao pseudônimo Doroteu. Após investigações a respeito do autor, chegou-se a conclusão de que Critilo era Tomás Antônio Gonzaga e Doroteu era Cláudio Manuel da Costa. 


Marília de Dirceu (trecho correspondente a parte II do poema)  


(...)
Porém se os justos céus, por fins ocultos,
em tão tirano mal me não socorrem;
verás então, que os sábios,
bem como vivem, morrem.

Eu tenho um coração maior que o mundo,
tu, formosa Marília, bem o sabes:
um coração..., e basta,
onde tu mesma cabes.
(...)



Postado po: Filipe Burity Dias

Barroco: Gregório de Matos

                   Era de uma família rica, formada por empreiteiros e altos funcionários administrativos. Estudou num colégio Jesuíta da Bahia e depois continuou seus estudos na cidade de Lisboa e depois na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito. Neste país fez carreira de jurista.
                   Ao retornar ao Brasil, passa a viver de trabalhos na área jurídica, mas também começa sua dedicação à literatura. Passa a escrever sátiras sobre a sociedade da época. Em função de suas críticas duras aos integrantes da sociedade (políticos, religiosos, empresários) ganhou o apelido de “boca do inferno”. Também escreveu poemas de caráter erótico e amoroso.
                   As autoridades locais começaram a ficar descontentes com as críticas e passaram a perseguir Gregório de Matos. Preso em 1694, foi deportado para Angola (África).
                   Depois de um tempo, ganha a autorização para retornar ao Brasil. Porém, vai viver na cidade de Recife. Nesta cidade, faleceu em 26 de novembro de 1696 de febre que havia contraído em Angola. 

A EL REY D. PEDRO II COM UM ASTROLABIO DE TOMAR O SOL, QUE MANDOU O Pe. VALENTIM STANCEL DEDICADO AO RENASCIDO MONARCA.


Este, Senhor, que fiz leve instrumento
Para pesar o sol a qualquer hora,
Dedico a aquele Sol, a cuja aurora
Já destinam dous mundos rendimento.

Desta minha humildade, e desalento,
Que a sua quarta esfera não ignora,
subindo a oitavo céu, pertende agora
A estrela achar no vosso firmamento.

Eu, que outro sol no seu zenith pondero
Aos do Nascido Soberanos Raios,
Pesando-me eu a mim me desespero.

Mas vós, Águia Real, esses ensaios
Entre os vossos levai, pois considero,
Que nunca em tanta sombra houve desmaios.
 


Postado por: Filipe Burity Dias 

Naturalismo: Machado de Assis

               Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito pobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela madrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor.
               Na infância, estudou numa escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim. Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público.
               Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente.
               Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (fase romântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).
               Na Segunda Fase ( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questões psicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as características do realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).
               Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O Alienista. Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas literárias e teatrais.
               Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908. 
 
O Alienista
 
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Postado por: Filipe Burity Dias 

Romantismo: Gonçalves Dias

                  Antônio Gonçalves Dias nasceu no ano de 1823 em Caxias, no Maranhão, e faleceu em 1864.
                  Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, retornando ao Brasil em 1845.
                 Em São Luís fracassa o relacionamento amoroso com Ana Amélia, a quem dedica o poema "Ainda uma vez... Adeus!", por pressões da família dela, já que o poeta era filho de pai português e de mãe mestiça.
                Viajou pelo Brasil e pela Europa a serviço do governo brasileiro.
               Tuberculoso, vai à Europa em 1862 para tratar da saúde; combalido e reduzido à miséria, decidiu voltar, morrendo em naufrágio à vista das costas do Maranhão. Clássico na forma e no estilo, por formação literária, foi, por índole, o poeta das tradições e da alma popular brasileira. Pertenceu à primeira geração do Romantismo Brasileiro. Delicado e melancólico, criou o indianismo romântico, impondo-se como uma das maiores figuras da nossa literatura. É considerado o mais maduro dos românticos brasileiros, o nosso maior poeta romântico. Seus versos encerram eloqüência e unção, lirismo, grandiosidade e harmonia.

Seus Olhos

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, 
          De vivo luzir,
Estrelas incertas, que as águas dormentes
          Do mar vão ferir;
 
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
          Têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, - mais doce que o nauta
De noite cantando, - mais doce que a frauta
Quebrando a solidão,
 
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
          De vivo luzir,
São meigos infantes, gentis, engraçados
          Brincando a sorrir.
 
São meigos infantes, brincando, saltando
          Em jogo infantil,
Inquietos, travessos; - causando tormento,
Com beijos nos pagam a dor de um momento,
          Com modo gentil.
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
          Assim é que são;
Às vezes luzindo, serenos, tranqüilos,
          Às vezes vulcão!
Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco,
          Tão frouxo brilhar,
Que a mim me parece que o ar lhes falece,
E os olhos tão meigos, que o pranto umedece
          Me fazem chorar.
 
Assim lindo infante, que dorme tranqüilo,
          Desperta a chorar;
E mudo e sisudo, cismando mil coisas,
          Não pensa - a pensar.
 
Nas almas tão puras da virgem, do infante,
          Às vezes do céu
Cai doce harmonia duma Harpa celeste,
Um vago desejo; e a mente se veste
          De pranto co'um véu.
 
Quer sejam saudades, quer sejam desejos
          Da pátria melhor;
Eu amo seus olhos que choram em causa
          Um pranto sem dor.
 
Eu amo seus olhos tão negros, tão puros,
          De vivo fulgor;
Seus olhos que exprimem tão doce harmonia,
Que falam de amores com tanta poesia,
          Com tanto pudor.
 
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
          Assim é que são;
Eu amo esses olhos que falam de amores
          Com tanta paixão. 

(DIAS, Gonçalves. In: Primeiros cantos de Gongalves Dias. Biografia,
vocabulário, comentários, bibliografias por Letícia Malard. Belo Horizonte:
Autêntica, 1998, p. 51-53 - Leitura Literária, 2) 
 
Fonte: Convite à Leitura de Otoniel Machado da Silva
 
Postado por: Filipe Burity Dias